
As cidades de Vigo e Lugo fôrom, durante a última semana de Novembro e primeira de Dezembro, cenário dum operativo ordenado pola Audiência Nacional contra o independentismo galego. A motivaçom do mesmo residia no intento de desartelhamento de Resistência Galega, expressom que tem reivindicado umha série de acçons que conlevarom desperfeitos em locais de partidos políticos, entidades bancárias e interesses inmoviliários. A operaçom saldou-se com a detençom de seis pessoas, três mulheres e três homes, aos que se acussa de “integraçom em organizaçom armada” e “tenza de explossivos”, entre outras cosas. As detençons vinherom seguidas dos correspondentes registos domiciliários, pero durante os mesmos produziu-se tambem a intervençom policial em diverssos centros sociais, algo que atopa a sua explicaçom na estratégia de criminalizaçom contra os mesmos que levam tempo desenvolvendo diversos meios de comunicaçom galegos e algumhas autoridades, como o presidente da Câmara de Compostela, Gerardo Conde Roa. Dous deles, A Revolta do Berbés em Vigo e Arredista em Compostela fôrom registados, este ultimo sem orde judicial, como denunciárom distintos colectivos, outros como Faísca e Bou Eva, tambem em Vigo, nom forom registados pero denunciarom a presência de patrulhas da polícia espanhola ante as suas portas.
O caso, cheo de interrogantes, está marcado por umha profunda confussom, já que tanto fontes policiais como meios de comunicaçom intercambiarom versons, de jeito que se tenhem sementado inmesnas dúvidas arredor da mesma. Deste jeito, na manhá do dia 28, em que se produzirom as primeiras detençons, afirmou-se que os militantes independentistas posuiam armas cortas, algo que foi posteriormente desmentido, tambem que confesaram ser autores da sabotagem na Fundaçom Manuel Fraga, afirmaçom que foi esvaecendo co passo dos dias e, a posteriori, outra série de hipóteses rocambolescas. Em primeiro lugar afirmou-se que existia a possivilidade de que estivera planejado um atentado durante o dia da Constituiçom, ao dia seguinte o objetivo passou a ser a família real espanhol e, por último, criar um massacre, todo isto atribuido a um grupo que até o momento só reivindicara actos que tiveram como consecuência danos materiais e a pessoas que nem sequer prestaram declaraçom.
O dia 5 de Dezembro, cinco das seis pessoas detidas, umha mulher por libertada sem cárregos, foram transladados à Audiência Nacional. Dessas cinco, só duas falarom, umha mulher mais foi posta em liberdade depois de que ela, junto com outro home, prestaram declaraçom, o resto declinarom o seu direito. Da vista os meios só destacarom umha cousa: declararom-se independentistas, deixando claro o cariz político do operativo. Actualmente, as quatro pessoas encarceradas atopam-me em prisons madrilenas, sumando já um total de oito presos independentistas. Na Galiza, os actos de solidariedade sucedem-se, tendo como acto central a manifestaçom do domingo 11, que reuniu em Compostela por volta de 200 pessoas.
* Novas da Galiza, periódico galego de informaçom crítica.
ARTIGOS RELACIONADOS:
Entrevista con Xoan Peres, Ceivar: "Existe una represión de baja intensidad en Galiza"
LIGAZÓN AO ARTIGO EN CASTELÁN: