
A chegada do PP ao governo da Xunta situou no poder umha nova geraçom de gestores do proceso de castelhanizaçom lingüística da Galiza. Esta primeira geraçom post-fraguista caracteriza-se polo seu neoliberalismo lingüístico, a adopçom do supremacismo lingüístico da FAES, o despreço pola autoridade científica, o enfrontamento com as organizaçons pedagógicas e culturais e a experimentaçom em estratégias para o acoso e derrubo do galego em todos os ámbitos mas, com especial afam innovador, no ámbito que nos últimos anos se configurara na conciencia social como um território “de consenso” para a protecçom do idioma: o ensino.
Despois de mais de trinta anos de políticas de normalizaçom no ensino, umha parte considerável da mocidade urbana –teme-se que arredor do 20 por cento- nom se sente competente para se expresar em galego. E por vez primeira na história a língua galega já é minoritária entre a gente nova. Reconhecida a crise do idioma, o Decreto que aprobara en 2007 o governo bipartito –PSdG-BNG- , elaborado por umha comisom na que se integravam desde representantes das ANPAS, do professorado, das organizaçons pedagógicas até mesmo das patronais do ensino concertado, estabelecia, com carácter geral, umha presença mínima do 50% para a língua galega.
A aprobaçom do Decreto 79/2010 por parte do governo de Núñez Feijoo abre umha fenda histórica: por vez primeira despois da morte de Franco–e superando pola direita ao Fraga mais exultante- adoptam-se medidas para reducir a presença e o prestígio do galego nas aulas.
A consecuéncia mais dramática e visível da política educativa do PP é um maior afastamento dos nenos e nenas urbanos da língua galega. Assi umha parte considerável do alunado que nom tem contacto com o galego nos seus ámbitos de socializaçom tampouco terám no ámbito escolar a única oportunidade para lograr competéncias suficientes numha das duas línguas oficiais. Na práctica, umha alta percentagem do alunado está condenado ao monolingüismo em castelám, com motivaçons superiores e mais favoráveis incluso cara ao inglés que cara ao galego .
O PP revitalizou e institucionalizou os prejuíços lingüísticos, na sua gama tradicional –fala galego quem é da aldeia, os velhos, ou os “do Bloque”- mais tamém numha actualizaçom dos estereotipos adaptados aos tempos neocons. Tremendo, o conselheiro de Cultura: “A cultura galega limita”.
Em março de 2011, ademais, o PP toma outra decisom violenta: opom-se à regularizaçom e expansiom do português no sistema educativo da Galiza, a proposta do BNG e assinada por todos todos os sindicatos do ensino.
O governo do PP institucionalizou, ademais, o direito á ignorancia. Num curioso jogo de ilusionismo sociopolítico, impuxo-lhes ás famílias umha enquisa sobre as suas preferéncias lingüísticas nas materias “troncais”, nos libros de texto, nos exames... E assi realizou-se umha consulta sem o mais mínimo rigor científico da que só se podia esperar um resultado: a reduçom drástica do galego nas aulas.
Por estas cousas, a Real Academia Galega, a Mesa pola Normalización e outras entidades sociais, educativas e culturais apresentarom recursos contra o chamado “Decreto do Plurilingüísmo”. Segundo a Coordenadora de Equipos de Normalización Lingüística, -a organizaçom que melhor actualizou as estratégias de enfrontamento contra o neoliberalismo lingüístico do PP-, o decreto é ilegal pois se enfronta á Lei de Normalizaçom Lingüística, o Estatuto de Autonomia, a Carta Europea de Línguas Regionais e Minoritárias e mesmo a Constituiçom Espanhola. A raçom mais evidente: nom só é que nom se proteja o direito dumha grande parte do alunado a aprender e ser comunicativamente competente na língua própria de Galiza, senom que, directamente, se impide.